E você pode se refugiar no meu guarda-chuva
Ter um texto publicado na Folha de S. Paulo não é pra qualquer um. Agora eu posso dizer que tenho um!
Mandei um e-mail ao Álvaro Pereira Junior e ele me citou na coluna dele nessa semana. Ok, foi a pior frase do meu e-mail, foi publicado na Folhateen (o que mostra que ainda estou tendo dificuldades para abandonar minha adolescência), o Álvaro usou uma ironia e sarcasmos imensos (que eu adorei!) e me fez parecer o cara mais fútil da face da Terra (não que eu não seja, mas também não precisa esculhambar! rs). Fazer o que? Eu gosto de Umbrella! E tenho certeza que a Rachel também deve gostar, isso me consola e reconforta uhauahua
Fica o texto dele. Se um dia tiver coragem, publico meu e-mail. Acabei de relê-lo e não sei como pude escrever tanto sobre uma música…
Escuta aqui – 13 de agosto de 2007
Álvaro Pereira Júnior – cby2k@uol.com.br
Energia química e os leitores
EM QUÍMICA, existe uma coisa chamada energia de ativação. Funciona assim: às vezes você junta as substâncias A e B e não acontece nada. Mas se você fornece um pouco de energia -uma faísca, uma descarga elétrica-, A e B reagem. Essa é a tal energia de ativação. Estava faltando alguma coisa assim entre “Escuta Aqui” e os leitores. Os e-mails andavam chochos, mas foi só provocar…
Há duas semanas, pedi que me explicassem por que o atual hit do verão americano, “Umbrella”, é uma boa canção. Chegaram e-mails sem a menor graça e, na semana passada, reclamei. Dada a “energia de ativação”, choveram mensagens.
Patrícia Yoshida dispensou as meias-palavras: “Umbrella” faz sucesso porque a cantora, Rihanna, “nasceu com a bunda virada para a Lua”. Patrícia diz que a frase é de uma amiga… Renata Malaquias disse que eu não deveria me irritar com a ruindade das respostas. “Esse tipo de hit é para os jovens que não estão muito preocupados em ler e saber desenvolver um texto.”
Willian Poliveri, 22, de Bauru (SP), escreveu um tratado a favor de “Umbrella”. “Fui para a balada, essa música tocou e todo mundo cantava e sorria.” Argumentando bem, Diego Fernandes defendeu que Rihanna, apesar de vir do “pop enlatado”, tem “mais personalidade” que cantoras similares. Palavras muito “profundas” vieram de Evandro de Toledo Lima: “Pelo amor de Deus, meu, essa tal de Rihanna é um lixo, é bem gostosa…” Melhor parar.
Muitos chiaram porque, também na semana passada, critiquei os nomes “cabeça” dos CDs dos White Stripes. Foi o caso de Marcelo Borelli, Glauco Pereira dos Santos, Herbert Bianchi e Anna Carolina Fournier. Esse e-mail da Anna Fournier (S. Caetano do Sul, SP) é um dos mais inteligentes que já recebi. Basicamente, ela defende que os nomes herméticos dos discos dos White Stripes na verdade despertam a curiosidade dos fãs. Não concordo, mas ela mandou bem.
Alpha Romeu
Sábadão Bauru recebeu Romeu & Julieta, com a companhia Mandrágora.

Morria de vontade de ver uma montagem clássica da peça. Um pouco aquém do que eu esperava, mas valeu a pena. Mas:1) Palco pelado – Onde já se viu R&J sem sacada? O palco ficou pelado, só com uma rampa preta de madeira que serviu de tudo: varanda, túmulo, cama, montanha… Decepção.
2) Montagem integral com o texto clássico – Sei do valor de um clássico de Shakespeare e, principalmente, que o texto revela os costumes daquela época. Mas que devia ser um saco conversar naquela época, devia! Frases na ordem indireta, com vocabulário rebuscado e uma verborragia que me estressou em muitos momentos. Pra dizer que ia se matar o Romeu ficou cinco minutos falando, falando, falando e não dizendo nada. Por isso caso um dia monte R&J prometi pra mim mesmo que vou trabalhar o texto pra não chatear o meu público.
3) Atores do naipe Malhação no elenco. No papel da ama ou do padre tudo bem, NUNCA NO DO ROMEU! É completamente absurdo o padre ou a ama serem muito mais interessantes, mais carismáticos e mais talentosos que o Romeu! Como se interessar por uma peça que chama Romeu & Julieta se o Romeu é ridículo? O cara foi péssimo, sem expressão facial/corporal/vocal e ainda quebrou a quarta parede toda hora, não parava de olhar pra platéia. Devia estar procurando a mamãe. Rezei muito pro diretor ter mudado a história, pro Romeu morrer no meio e pra Julieta fugir com a ama.
4) Nu desnecessário – Ok, a Julieta tinha um corpo legal, mas não precisava tirar a roupa. Ela não precisava ter pagado peitinho pra mostrar seu talento. Foi uma cena bonita e bem montada, mas o amor de R&J é muito mais uma instituição do que uma tentação carnal.
Pra completar o fim de semana, ontem assisti Alpha Dog.

O filme de estréia do diretor Nick Cassavetes e com Justin Timberlake no elenco (além de Sharon Stone, Bruce Willis e dezenas de atores desconhecidos) é um grande soco do estômago da juventude. Suas duas horas têm consumo de drogas, sexo, violência e o pior de todos os ingredientes para um indivíduo que está construindo sua identidade: a inconseqüência. Tinha ouvido falar muito bem do desempenho do Justin e os elogios são merecidos. Sou suspeito pra falar dele porque pago pau pro cara, mas não tem como não comprar seu personagem, acreditar na sua ingenuidade e sofrer junto com ele durante as reviravoltas dessa história cruel (e real) sobre um inocente envolvido num duelo de forças em que nem as duas pontas da corda sabem até onde irão pra vencer o cabo de guerra. Quem puder, assista, eu quase chorei no final (apesar disso não significar nada, já que choro vendo o Lata Velha no Caldeirão do Huck rs).
O fator Glória
A saga de Paraíso Tropical com a audiência não foi segredo pra ninguém. Mas após um princípio com Ibope baixo, parece que o país foi fisgado pela trama. Eis que a Folha Online publica a matéria “Paraíso Tropical” recupera ibope com Glória Pires e Tony Ramos. A reviravolta é assim explicada: “[...] Claudino Mayer, pesquisador em telenovela, destaca o ‘fator Glória Pires’ para explicar a reviravolta no enredo e no Ibope [...]. ‘Desde que ela entrou, a novela só tem aumentado a audiência. Ela rouba a cena. A presença da Glória é infalível’, afirma”.
Como Glória foi decisiva para a novela, divulgo em primeira mão as próximas cenas:
* Depois de ler uma retrospectiva sobre novelas escrita por Glória, Thaís se desilude ao ver que vive uma versão contemporânea de Mulheres de Areia como a gêmea má. Frustrada, Thaís parte em busca de suas origens e tem uma suuuper descoberta: ela e Paulinha são frutos das experiências genéticas de um cientista em sua última viagem ao Marrocos e Paula é um clone feito com o óvulo de um camelo. Mas a verdade verdadeira só vem à tona quando Paulinha pede um abraço à irmã e sente duas corcovas nascendo nas costas de Thaís. Desesperada por ser a filha do camelo Rabaduh, Thaís explora sua bizarrice e ganha rios de dinheiro como a principal atração do Zoo do Rio. Ponto para Gloria.
* Bebel larga a prostituição e vira uma mulher exemplar na sociedade carioca. Explicação: Um dia, dando duro (ops) no calçadão, Bebel vê Glória Pires passar na rua e resolve se tornar uma dama tão distinta quanto ela. Bebel chora, mergulha no mar e sai renovada, como uma virgem – com direito a hímen recomposto e tudo. Glória 2 x 0.
* Cansado de tramar contra Daniel, Olavo lê um artigo escrito por Glória, em que ela fala que “a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena”. Tocado por essa mensagem reveladora, Olavo faz as pazes com Daniel, abandona o grupo Cavalcanti e resolve virar Hare Krishna. E Glória aprontou de novo.
* A sociedade carioca descobre que Marión é a maior caloteira da paróquia. Desesperada, ela decide se afogar em Copacabana. Antes de chegar na água, no entanto, vê Glória estendida numa canga com um crucifixo na gargantilha. Marión encara isso como um sinal divino, volta ao apartamento, faz as malas e segue com seu filho Ivan (que deixou de ser mau-caráter ao ver Glória dizendo a uma criança que papai do céu castiga quem é mau com a mamãe) para um mosteiro, se tornando a noviça rebelde brasileira (The Hiiiiiills are aliiiive with the sound of muuuuusiiiic…). E, ops, Glória fez de novo.
* Antenor cruza com Glória num shopping e ela chama muito a atenção do peludo. Ele não resiste, se aproxima e faz a pergunta que tanto lhe incomodava: “Onde você pintou o cabelo, linda? Ficou óóótimo! Me indica, meus pêlos estão muito caídos!!!”. A partir daí, Antenor reconhece que sua grosseria e necessidade de usar as mulheres vêm da sufocação de sua verdadeira sexualidade. Ele muda seu nome para Lorena, transforma a rede de hotéis numa grife de lingeries em sociedade com Bia Falcão e muda-se para Milão com seu grande amor: seu papi. Essa Glorinha…
Por uma vida mais ordinária
Ouvindo: Gwen Stefani – The Sweet Escape
Tem dias que podiam não começar. Ou melhor, até podiam, mas deviam terminar o mais rápido possível. Ontem foi assim: uma manhã que não passava por nada. Somando ainda o fato de que sei lá por que diabos resolvi trabalhar todo na estica e percebi com dez minutos de trabalho que sapato e camisa não têm nada a ver comigo. Que saudades do meu tênis! Pelo menos a tarde deslanchou e o final do expediente chegou. Nada como tirar o sapato, como me livrar desse couro e desse cinto que estão me engaiolando. Nada como voltar pra casa, mesmo com ela bagunçada e as meninas na TPM! O que me consola é que elas moram no apartamento da frente e qualquer coisa é só abrir a porta e aproveitar o conforto da minha poltrona em frente à TV. Isso se o Léo não estiver com ocupando o apartamento com o novo rolo dele.
Estou indo muito rápido? Tá difícil de acompanhar? De acreditar? Azar! Hoje vai ser assim, um post de ficção mesmo porque estou buscando um pouco de escapismo. Quer vagareza? Visita o blog do Léo aqui ao lado >>>, o ritmo lá anda bem devagar, ele não atualiza aquilo há muito tempo. Coisas do amor. Mas essa já é uma outra história.
Cheguei em casa depois desse dia louco e só queria atacar a geladeira. A da Katy, obviamente, porque a minha e do Léo não tem nada dentro. Lógico que a gente devia ir ao mercado fazer compras! Mas é muito mais fácil só abrir a geladeira alheia e escolher naquela fartura o que vai aliviar momentaneamente o meu estômago, além de que a Rachel é uma grande cozinheira. Meio maluca, cheia de manias, mas ainda sim é a Rachel.
Entrei no apartamento na ponta dos pés. Provavelmente a Burger estaria com a geladeira aberta refletindo sobre a vida e eu conseguir dar um puta susto nela. Tá ficando até chato, mas ela sempre assusta, que que eu posso fazer?! Só que quem tomou o susto fui eu: a Burger e o Preto atarracados na sala. Não que haja problema em se atarracar, mas pra isso é preciso estarem juntos e eles tinham terminado pela enésima vez. Essa última foi culpa da mocinha do xerox, mas o Léo jura que não foi traição porque eles tinham dado um tempo, enquanto a Burger diz que foi só uma briga. Vai entender.
Passei o resto da noite sentado na minha poltrona na companhia do pato e do galo. Bons tempos!
Hoje estou eufórico. A facul é sempre um porto seguro, mesmo que o seriado não tenha sido bem esse e que tenha uma boa dose de Alfie e do Jude Law na minha vida hoje…
P.S.: Mais uma vez o blog muda de nome e de cara nesse ano. Pelo menos dessa vez a cara é unicamente minha, personalizada e, o melhor, feita por mim mesmo. E me orgulho muito do resultado. O antigo foi uma boa fase, mas passageira. Desculpe a todos pelo inconveniente da mudança, atualizem seus links, por favor. Prometo que agora será definitivo.
Bom feriado pra todo mundo!
De volta pro presente
Ouvindo: The New Radicals – Mother, We Just Can’t Get Enough.
(No momento infelizmente eu não posso atender. Por favor, deixe sua mensagem após o sinal. BEEEEEP!).
Oi. É o Will. Há quanto tempo a gente não se fala né? Hoje tá um dia tão estranho, tinha que conversar com alguém e você foi a primeira pessoa que eu lembrei. Ainda bem que você não está em casa ou não quis me atender, porque assim você não me interrompe e eu consigo pôr tudo pra fora.
Ontem fiz pela primeira vez um currículo. Nunca tinha feito um na minha vida! Tá bom vai, exagero meu, tinha feito uns pra procurar emprego em locadoras, mas não conta, até mesmo porque não queria um emprego, queria um bico. Agora pela primeira vez preciso realmente descrever a minha vida, selecionar os fatos e realizações mais importantes que garantiriam um emprego de verdade no caminho que eu escolhi. Antes eu não tinha absolutamente nada pra pôr nele. E agora, como resumir os quatro anos de faculdade nesse pedacinho de papel? Sei que devo selecionar o que possui mais importância, mas o que teve mais importância são coisas que não dizem respeito diretamente ao curso e sim às pessoas. E essas coisas não importam nos departamentos de RH (como os vários “Rachel is on the table”). No final, fiz um currículo de duas páginas com as coisas mais importantes e simbólicas para mim: o trabalho do Homem-Aranha, o da Senhora do Destino, a Morta, o Nelson Rodrigues, os Contextos, os Extras! (mesmo com as matérias feitas nas coxas e as fontes “inventadas”), o famigerado TCC…
Isso foi o triste e doloroso do processo: ver que o que realmente importa foram páginas e mais páginas de papel. Que o que os outros querem saber é o que está nessas folhas. Que vou imprimir milhares de cópias desse currículo que, na maioria das vezes, será jogado num cesto. Que o mais importante não é relevante na corrida empregatícia. Eu devia contar como me tornei um cara melhor, as minhas qualidades, as coisas em que eu acredito e com as quais eu realmente acho que posso colaborar. Mas isso não cabe nas páginas, principalmente em DUAS páginas.
Acordei querendo largar tudo, jogar tudo pro alto e sumir, tentar a vida, ser corajoso uma única vez que seja. Encarar São Paulo, Campinas, Ribeirão ou até mesmo Prudente sabendo que não vou desistir, pois estou bem preparado para o futuro. É como a Burger me disse um dia desses: começar a lutar por um outro tipo de felicidade, mesmo que isso exija começar viver com adulto. A era da adolescência já passou, ou devia ter passado.
(Seu tempo acabou. Por favor, insira a porra de um novo cartão IMEDIATAMENTE para continuar esta ligação. Sua chama será encerrada em cinco…).
Bom, acabou a grana, preciso desligar. (… quatro …) Qualquer dia eu ligo novamente. (… três … ) E não atenda porque eu só preciso de alguém que me ouça. (… dois …). Ah, lembrei de uma coisa. (… um …). Sabe aquela vaga da Assessoria de Comunicação? (… tu tu tu tu tu …)
Eu desisti.
Três elefantes incomodam muito mais…
Estou me sentindo incomodado desde os últimos dias. Uma aflição não pára de corroer. Por isso estou escrevendo aqui, porque normalmente funciona. É sentar em frente ao teclado e as idéias começam a sair, as sensações ruins a serem exorcizadas. Estou insatisfeito. Com várias coisas, aliás.Primeiro que tenho a plena certeza, nesse momento, que sou um cagão, um covarde medroso. Estou na maior sinuca de bico sobre uma decisão importante aqui no trabalho e não sei que rumo tomar. Abriu uma vaga na Assessoria de Comunicação aqui do Correio e estão abertas as inscrições para o processo seletivo interno que vai escolher o felizardo. Exigências? Comunicativo, com bom texto e disponibilidade para se dedicar a mais e mais viagens pelo estado representando a Empresa. Mas acho que não vou me inscrever. Estou com medo de largar minha a organização de eventos para assumir o posto para o qual eu me dediquei por quatro anos. Pior que o medo é ter a sensação de que você não está decidindo sobre sua realização profissional e o que está em jogo é a sua felicidade. E por isso estou matutando o assunto há uma semana. O prazo se encerra dia 31, tenho mais três dias de tormento. Ah, esqueci de dizer: é um cargo de chefia, com adicional financeiro pela responsabilidade assumida e pagamento de extras a cada viagem executada…
Segundo porque mais uma vez vejo como sou um cara volúvel. E talvez hipocondríaco. Estou há duas semanas numa maratona do seriado médico House, tendo pensamentos e sonhos cada vez mais reais de que estou com uma doença rara, um câncer ou lupus (todas as doenças no seriado levam a lupus). Não bastasse esse nível de fraqueza. E não quero morrer agora. Olha a paranóia! Depois tiram sarro das analfabetas que batem nas vilãs da novela na rua porque as coitadas se deixam levar pela ficção… E, não bastasse, estou sendo influenciado musicalmente pelo Léo Preto, meu novo profeta. rs Não quero mais saber de Cansei de Ser Sexy. Cansei… (Pegaram o trocadilho? Copiei do Léo também… rs)
Terceiro porque percebi que sou um cara fútil. Pra que uma blusa de 200,00 pra ir na Black and Glasses? Pra que ficar o dia todo pensando em qual roupa usar a noite na compra no mercado? Por que idolatrar tanto a Meryl Streep e “O Diabo Veste Prada”? O bichinho fútil da moda me mordeu, entrou na ferida, foi conduzido pela corrente sangüínea até o cérebro e lá se alojou. Que bosta… [Bosta esse bichinho fútil e também a analogia bizarra que eu fiz com as coisas que House anda me ensinando... ].
Pensando bem, por favor, me matem! [Vou deixar sobre a cama a roupa com a qual eu quero ser enterrado, ok?!] :p
Back to Previously
- Menino lindo! Quanto tempo que não te via! Tava com saudade do teu sorriso perfeito!- Você é o cara mais lindo com quem eu fiquei.
- Sinto tanta falta de morar com você! As coisas eram muito mais divertida com a gente junto.
- Olha só quem chegou! Will! Como vai o homem mais estiloso dos Correios?
- Você é um puta profissional! Não me arrependo nem um pouco de ter te trazido pra cá.
- Você é modelo? Porque jurava que desfilava. Você tem porte e sempre tá muito bem vestido.
- Nossa, como eu to lindo! Me catava muito fácil hoje…
- Você vai estar muito loko na Black And Glasses. Ninguém vai nem prestar atenção em mim…
- Bom, seus amigos me disseram que você era um cara super interessante e que tinha um ótimo senso de humor.
- Will, você tá uma delícia hoje!
Depois não querem que eu esteja insuportável… Deixa eu aproveitar minha fase Erotic vai! Put your hands all over my body!
Não é todo dia que a gente tem seus 15 minutos de Gianechinni…
Ouvido musical
Se tem uma conquista da faculdade da qual me orgulho muito é o meu gosto musical. Ok, ok, ele não ficou mais refinado, não deixou de lado (graças a Deus) as podreiras da indústria musical e não conseguiu me habilitar para a riqueza das rimas do Chico Buarque. Mas ela me tornou mais flexível e mais tolerante a muita coisa pra qual sempre torci o nariz e fez eu gostar e admirar muitas coisa que o meu preconceito bloqueava. Hoje gosto até que razoavelmente de algumas coisas do Chico, por exemplo.
Mas, com certeza, saí desses quatro anos mais crítico em relação ao que ouço. Deliro faxinando a casa ao som da Madonna? Óbvio que sim, afinal Madonna é Madonna. Mas hoje pelo menos eu sei que é lixinho cultural e continuo escutando porque é essa parcela de futilidade que me salva da loucura. Mas consigo reconhecer uma música boa e uma banda melhor ainda na primeira ouvida. Exemplos?
Pega essa letra:
O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa no colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
[...]
No espelho da ilusão
Se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão
Mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixe aqui e solta a minha mão
E fui flechando o tempo, sem chover
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer
Quem é você?
Pode parecer mas não, não é Calipso! É Ana Carolina. Ruim, não? Quero dizer que gosto da Ana Carolina, mas essa música simplesmente não dá. Devolve o livrinho de rimas do Latino, vai, Ana!
Em compensação, minha sexta ficou mais feliz quando liguei na MTV e vi o Moptop tocando ao vivo no jornal da emissora. Os caras são muito bons! Rockzinho muito bom, com uma levada descompromissada, largada, e um vocal muito bom do vocalista Gabriel. Selo Will de recomendação. Ouçam, pelo amor de Deus! Essa é Sempre Igual.
Todo dia ela aparece sem avisar
Me agarra diz que nunca vai largar
Tudo é sempre igual, tudo é sempre igual
E todo dia eu ensaio uma conclusão
Ela vem e me entope de paixão
Mas é tudo igual, tudo é sempre igual
Não posso mais, não dá mais pra levar
Eu saio por aí pensando em não voltar
Mas volto atrás com medo de recomeçar
Mas é tudo igual, tudo é sempre igual, ela é sempre
igual
E todo dia ela me pede pra escolher
Entre ela e o jogo na tv
Tudo é sempre igual, tudo é sempre igual
E quando finalmente enxerga minha apreensão
Me beija com urgência e aflição
Mas é tudo igual, tudo é sempre igual
Ouçam Moptop! E Cansei de Ser Sexy nas horas vagas (como eu)!
Atualizado em 04 de junho: Esqueçam o Cansei de Ser Sexy. Esperem uma nova pseudo-sensação hype mais interessante.
PICA
Alguém que lê esse blog (ultimamente, pelos comentários, só a Burger) já assistiu a algum episódio de Monk? É um seriado sobre um detetive meio retardado, com um monte de manias e hipocondríaco, que precisa vencer suas limitações para conseguir resolver um caso. Tirando a hipocondria, ele é mais ou menos eu. Meu último caso foi tentar a todo custo descobrir quem é o cara do desfile do Fernando Pires que, não sei por quê, não sai da minha cabeça desde aquele encontro fortuito no banheiro (podre, eu sei).Como um bom jornalista, tenho uma fonte infalível para identificar pessoas em Bauru: o Rodrigo. Ele conhece todo mundo e melhor: a sexualidade de todo mundo. E foi assim que eu acabei chegando ao Alexandre. Aí vai um pequeno dossiê:
Nome: Alexandre (não vou dizer o sobrenome)
Filiação: pessoas públicas da cidade
Profissão: Publicitário
MSN: não divulgo por nada
Telefone: restrito para pessoas íntimas ou íntimos em potencial
É isso aí! Aguardem os próximos capítulos agora…
______________________
PICA
Pitaqueiros, Intrometidos e Comentaristas Anônimos
design – Pára, Carteiro! S.A.
Questionamento de hoje: Olá, Will. Meu nome é Irfeu e acompanho periodicamente o seu blog (aliás, parabéns porque ele é muito bem escrito, muito criativo e consegue sempre me provocar gargalhadas e me fazer pensar sobre a dureza da minha vida). Na verdade, pela descrição dessa sua fase carequinha, você deve estar uma delícia. Fiquei muito feliz quando li o último post e percebi que parece que você encontrou um cara legal e que a coisa parece que agora vai rolar! Tomara que dê mesmo certo! Só que você não acha que as coisas estão caminhando um pouco rápido? Parace que você está ficando um pouco apaixonadinho, né?!
Um abraço. IrfResposta: Olá, Irf. Tudo bem com você? Bom, primeiro obrigado pela visita e sim, eu sou mesmo tudo isso que você disse, principalmente bonito. Hoje quando me olhei no espelho a primeira coisa que pensei foi: “Hoje eu me catava muito fácil!”. Sobre seu pitaco, não sei se estou apaixonadinho pelo Ale. Acho que estou empolgado por ter encontrado em cara legal, que tem muitas características legais e que sabe o que quer da vida, só isso. Conversamos muito pouco, eu só quero conhecer ele um pouco.
Mas não acho que as coisas estão indo rápidas entre nós não. Por mim, teriam acontecido muito mais rápido naquele banheiro apertadinho mesmo. Ah, esqueci de dizer, além de bonito sou um putinho também (duas coisas as quais nunca ninguém resistiu).
Um abraço e continue metendo o nariz onde você não foi chamado. Até a próxima!
Equipe Pára, Carteiro!
Mais que um blog, um estilo de vida (e de resposta aos intrometidos)
Podólatra
Em um dia de muito sol, ele olhava para os lados tentando entender como tinha ido parar naquele lugar. Música lounge, ambiente dividido por altas e grandes colunas gregas, aparadores lotados de chá, biscotinhos, patês excêntricos (mas igualmente sofisticados), mesas forradas com xícaras matematicamente colocadas para construir uma distribuição simétrica e perfeita. No meio do salão, uma grande passarela branca a um metro do chão, forrada de branco, com forte iluminação e telões nas duas l telões nas duas laterais para exibição simultânea.
Ele era um verdadeiro estranho no paraíso. Nunca tinha freqüentado um evento da elite como aquele, com a presença ilustre da mais alta nata da sociedade. Velhinhas, tudo bem, mas ainda sim parte importante da classe que realmente manda na cidade. Gente que sabe usar cada um dos talheres colocados sobre a mesa, que coloca elegantemente o guardanapo sobre o colo antes de se servir e que toma uma xícara de chá com a leveza e rigidez que a etiqueta pede. E ele ali, sem nem sabe como colocar aquela torrada no prato sem que as newpsies (as dondocas) reparem que ele não possui um pingo de classe.
De repente tudo escurece, a passarela se ilumina e começa o desfile beneficente. Modelos e mais modelos, de um lado a outro, com flashes concorrendo com a iluminação das treliças. É quando ele percebe, por entre as pernas de uma das modelos que abandonava a passarela, um olhar constante em sua direção. De prima, ele pensa: “Ah, sem querer, até parece!”. Mas quando a segunda modelo deixa a passarela ele reconhece, por entre o vão das suas longas e escuras, pernas, que aqueles olhares são para ele mesmo. E começa e encarar também, a retribuir. Um olhar, um olhar. Uma fixação, uma fixação. Um desvio, um desvio. Outro olhar, outro olhar. Um sorriso, um sorriso. Começa a tocar “Like a Virgin”. E, olhando fixamente, ele só se deleita com aquele cara do outro lado que, com a barba para fazer e um estilo que há muito tempo ele vem tentando copiar, canta aquela música palavra por palavra para ele como se fosse uma serenata. E toca “Jump”. Enquanto tenta reproduzir o mais próximo da perfeição cada sussurro da Madonna, os lábios daquele outro cara se movem de um modo que nosso estranho no paraíso só consegue pensar em como seria se não houvesse tanta gente por perto. Bastou uma provocação alheia e aquele último olhar devorador e ele entregou os pontos, baixou os olhos e se sentiu, pela primeira vez, como uma virgem, sem coragem de focá-lo novamente.
Get ready to jump
Don’t ever look back, oh baby,
Yes, I’m ready to jump
Just take my hands
Get ready to jump
(Jump – Madonna)