Era uma vez um filme bom…

Fevereiro 15, 2007 at 2:43 am (Cinema)

Era uma vez três pessoas diferentes e suas famílias. A primeira delas é a de um casal americano em crise que viaja para o Marrocos para espairecer e a esposa acaba tomando um tiro e ficando em estado complicado de saúde. A segunda é uma babá mexicana que cuida de duas crianças americanas em San Diego e precisa levá-las consigo para o México para não perder o casamento de seu único filho. A terceira é uma adolescente japonesa surda-muda em busca de alguém que lhe dê atenção e com quem ela possa perder a virgindade. O que essas três histórias têm em comum? Falando assim, absolutamente nada! Mas no filme Babel, do diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, um dos fortes concorrentes ao Oscar deste ano, os destinos dessas três famílias se entrelaçam e caminham juntos para a tragédia.

Nem a abertura da A Indomada nem a Regina Casé em Eu, Tu, Eles.
É o deserto de Babel mesmo…

Não vou entrar nos detalhes sobre como os fatos se sucedem na película mas, repetindo aqui o argumento que a revista VEJA lançou, as três histórias são tão ricas e interessantes que poderiam muito bem serem protagonistas de filmes distintos, até mesmo porque em alguns momentos os mecanismos para unir as três histórias soam absurdamente forçados e desnecessários. Do jeito como são trabalhados, ficamos sempre decepcionados, com expectativas constantemente construídas mas dificilmente supridas e muitas perguntas sem resposta. Exemplos (se ainda não viu o filme, não leia o resto deste parágrafo): o que aconteceu com as crianças americanas quando ficaram sozinhas no deserto? O que estava escrito no bilhete que a moça japonesa deu ao policial? O que aconteceu ao menino marroquinho e seu pai após serem presos pela polícia? Onde foi parar o sobrinho da babá mexicana e por que ele não voltou para buscá-la no deserto?Com temática muito semelhante à dos dois filmes anteriores de Iñárritu, Amores Brutos e 21 Gramas, Babel, no entanto, acaba decepcionando em função desses vários buracos sem resposta. Particularmente, considero Amores Brutos o melhor dos três. Aqui, as histórias dos três personagens conseguem ser desenvolvidas de uma maneira satisfatória, sem lacunas ou malabarismos no entrelaçamento dos destinos e com ritmo extasiante e uma não-linearidade intrigante, na medida certa (algo que 21 Gramas levou ao extremo e muitas vezes dificulta a localização da cena no passado, presente ou futuro quando da reconstrução do quebra-cabeça).

Onde será que ela vez esse nariz?

Apesar de ser um dos grandes favoritos, não acho que será o ganhador do Oscar (que, na minha opinião, deve ser entregue a Os Infiltrados). Mas Babel é um filme que merece ser visto pelas belas cenas e pelos diferentes sentimentos que desperta no espectador durante os mais de 120 minutos de projeção.P.S.: O acidente com o casal de americanos é causado por dois irmãos marroquinhos que, irresponsavelmente, treinam pontaria nas montanhas e acabam pegando o ônibus dos turista como alvo. Depois de tanta polêmica com o filme Turistas, que, especulavam, faria uma péssima propaganda do Brasil no exterior, Babel faz exatamente o mesmo, retratando o país africano como um lugar em que os moradores atiram nos veículos que passam calmamente pelas estradas. Ainda não ouvi ninguém criticar Babel por isso. Ah, esqueci, Babel é um filme sério, então pode…

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Agulhadas que não vêm do ladrão de vasos

Fevereiro 14, 2007 at 5:40 pm (Piada Interna)

Tem gente por aí que morre de pavor de agulha, que só falta ter um troço quando tem que tomar alguma injeção. Confesso que nunca fui um amante dessas coisinhas, que na época de criança precisava de três pessoas me segurando pra tomar qualquer vacina, de tanto medo daquela famosa “picadinha de formiga” que eu ia sentir. E, convenhamos, quem se sente bem sabendo que tem um troço estranho entrando na sua pele?

Passado o trauma de infância, eis que conheço uma nova maneira de usar as agulhas: a acupuntura. Meu médico receitou umas sessõezinhas depois do meu check-up anual por causa da minha ansiedade. Entrei em leve pânico, mas dessa vez queria mesmo tentar. Pra quem não conhece muito bem, a acupuntura é uma técnica de origem chinesa que trata nossas doenças através do contato de agulhas ou outros instrumentos em contato com a superfície da nossa pele. Para ela, todas as doenças são manifestações de desequilíbrio e o estímulo a pontos-chave do nosso corpo podem trazer de volta essa harmonia perdida.

Eu estava totalmente desregulado,

mas a acupuntura me ajudou

a reencontrar minha paz interior.

Sabendo disso, lá fui eu. Marquei a primeira sessão e encarei. Chegando lá, meu acupunturista me pediu para deitar em uma espécie de cadeira de massagem. Em seguida, ele começou a colocar as agulhas no meu corpo. Não é a sensação mais legal do mundo no começo, mas depois rola legal. Com uma leve batida na agulha, que é bem fininha, o metal entra na superfície da pele e fica lá, quietinha, sem dores, sem sangramento. Na primeira sessão, foram 16 agulhas: três em cada perna, três em cada braço, duas no pescoço, uma no espaço entre as sobrancelhas e uma no meio da cabeça, no couro cabeludo. Pode parecer mentira, e não diria algo assim porque sou muito cético, mas não é que realmente te alivia muito essas agulhas? Fiquei deitado com elas por meia hora e a sensação de alívio foi muito grande, uma leveza muito boa tomou conta de mim. Mais dez minutinhos lá dentro e teria dormido muito fácil!Vamos ver como continua essa saga sado-maso. Por enquanto to adorando. Quem quiser provar, procure um médico de confiança. E diga não para charlatões que só queiram te agulhar a toa como faz o Ronaldo Ésper no programa da Gimenez.

Bem que eu desconfiei desse tratamento
super barato que eu achei nos classificados…

Acupuntura não é seriado, não é música, nem mesmo filme, mas é HYPE!

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Mais Hype

Fevereiro 12, 2007 at 4:25 am (Blá)

Lembro que já disse a várias pessoas que o que mais gosto em conhecer gente nova é quando essas pessoas me apresentam coisas que eu não conheço e isso começa a fazer parte da minha vida. Foi assim com o Travis, o Cardigans, os seriados, o YouTube e uma porrada de outras coisas que hoje estão muito fortes na minha vida. Nessa mão dupla de apresentações, comecei eu mesmo a fuçar na net atrás de coisas legais que tivessem uma qualidade legal, uma originalidade marcante e que pudesse ser a minha contribuição nesse ciclo. Hoje me orgulho muito das coisas que sei, dos assuntos diferentes que tenho na memória e das bandas e produções que são tão próximas pra mim mas tão distantes de outras pessoas. Pelo menos nisso a faculdade realmente me ajudou: ela abriu e muito o meu leque cultural e trouxe ares de novidade para esse menino da porteira do cada vez mais longínquo Oeste Paulista.Como é muito chato conhecer só pra si e como um bom JORNALISTA recém-graduado, montei esse blog pra falar um pouco desses meus pequenos tesouros e prolongar o ciclo. Na verdade, reformulei meu extinto “Na Última Poltrona” (sobre cinema). Não é mais tão novo assim, porque, como dá pra ver no post de baixo, ele foi criado em outubro do ano passado, mas agora ele está oficialmente reativado.

Bem vindo ao Hype!

Hype – Palavra usada no Brasil pra traduzir tudo que é
simplesmente o máximo, esperto, na moda, cheio de estilo. Coisas, pessoas, shows, produções, atitudes, tudo pode ser hype. Será que você é?

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