Era uma vez um filme bom…
Era uma vez três pessoas diferentes e suas famílias. A primeira delas é a de um casal americano em crise que viaja para o Marrocos para espairecer e a esposa acaba tomando um tiro e ficando em estado complicado de saúde. A segunda é uma babá mexicana que cuida de duas crianças americanas em San Diego e precisa levá-las consigo para o México para não perder o casamento de seu único filho. A terceira é uma adolescente japonesa surda-muda em busca de alguém que lhe dê atenção e com quem ela possa perder a virgindade. O que essas três histórias têm em comum? Falando assim, absolutamente nada! Mas no filme Babel, do diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, um dos fortes concorrentes ao Oscar deste ano, os destinos dessas três famílias se entrelaçam e caminham juntos para a tragédia.
Nem a abertura da A Indomada nem a Regina Casé em Eu, Tu, Eles.
É o deserto de Babel mesmo…
Não vou entrar nos detalhes sobre como os fatos se sucedem na película mas, repetindo aqui o argumento que a revista VEJA lançou, as três histórias são tão ricas e interessantes que poderiam muito bem serem protagonistas de filmes distintos, até mesmo porque em alguns momentos os mecanismos para unir as três histórias soam absurdamente forçados e desnecessários. Do jeito como são trabalhados, ficamos sempre decepcionados, com expectativas constantemente construídas mas dificilmente supridas e muitas perguntas sem resposta. Exemplos (se ainda não viu o filme, não leia o resto deste parágrafo): o que aconteceu com as crianças americanas quando ficaram sozinhas no deserto? O que estava escrito no bilhete que a moça japonesa deu ao policial? O que aconteceu ao menino marroquinho e seu pai após serem presos pela polícia? Onde foi parar o sobrinho da babá mexicana e por que ele não voltou para buscá-la no deserto?Com temática muito semelhante à dos dois filmes anteriores de Iñárritu, Amores Brutos e 21 Gramas, Babel, no entanto, acaba decepcionando em função desses vários buracos sem resposta. Particularmente, considero Amores Brutos o melhor dos três. Aqui, as histórias dos três personagens conseguem ser desenvolvidas de uma maneira satisfatória, sem lacunas ou malabarismos no entrelaçamento dos destinos e com ritmo extasiante e uma não-linearidade intrigante, na medida certa (algo que 21 Gramas levou ao extremo e muitas vezes dificulta a localização da cena no passado, presente ou futuro quando da reconstrução do quebra-cabeça).

Onde será que ela vez esse nariz?
Apesar de ser um dos grandes favoritos, não acho que será o ganhador do Oscar (que, na minha opinião, deve ser entregue a Os Infiltrados). Mas Babel é um filme que merece ser visto pelas belas cenas e pelos diferentes sentimentos que desperta no espectador durante os mais de 120 minutos de projeção.P.S.: O acidente com o casal de americanos é causado por dois irmãos marroquinhos que, irresponsavelmente, treinam pontaria nas montanhas e acabam pegando o ônibus dos turista como alvo. Depois de tanta polêmica com o filme Turistas, que, especulavam, faria uma péssima propaganda do Brasil no exterior, Babel faz exatamente o mesmo, retratando o país africano como um lugar em que os moradores atiram nos veículos que passam calmamente pelas estradas. Ainda não ouvi ninguém criticar Babel por isso. Ah, esqueci, Babel é um filme sério, então pode…
Rachs disse,
Março 11, 2007 às 12:31 pm
Deliciaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!
adorei o novo blog! e eu voltei ao mundo dos blogs tbm! hahaha
só q eu não li o texto inteiro pq eu to doida pra ver Babel, só que aqui em mococa? xiii… vai passar la pra junho!
bjos lindo!