Ouvido musical
Se tem uma conquista da faculdade da qual me orgulho muito é o meu gosto musical. Ok, ok, ele não ficou mais refinado, não deixou de lado (graças a Deus) as podreiras da indústria musical e não conseguiu me habilitar para a riqueza das rimas do Chico Buarque. Mas ela me tornou mais flexível e mais tolerante a muita coisa pra qual sempre torci o nariz e fez eu gostar e admirar muitas coisa que o meu preconceito bloqueava. Hoje gosto até que razoavelmente de algumas coisas do Chico, por exemplo.
Mas, com certeza, saí desses quatro anos mais crítico em relação ao que ouço. Deliro faxinando a casa ao som da Madonna? Óbvio que sim, afinal Madonna é Madonna. Mas hoje pelo menos eu sei que é lixinho cultural e continuo escutando porque é essa parcela de futilidade que me salva da loucura. Mas consigo reconhecer uma música boa e uma banda melhor ainda na primeira ouvida. Exemplos?
Pega essa letra:
O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa no colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
[...]
No espelho da ilusão
Se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão
Mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixe aqui e solta a minha mão
E fui flechando o tempo, sem chover
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer
Quem é você?
Pode parecer mas não, não é Calipso! É Ana Carolina. Ruim, não? Quero dizer que gosto da Ana Carolina, mas essa música simplesmente não dá. Devolve o livrinho de rimas do Latino, vai, Ana!
Em compensação, minha sexta ficou mais feliz quando liguei na MTV e vi o Moptop tocando ao vivo no jornal da emissora. Os caras são muito bons! Rockzinho muito bom, com uma levada descompromissada, largada, e um vocal muito bom do vocalista Gabriel. Selo Will de recomendação. Ouçam, pelo amor de Deus! Essa é Sempre Igual.
Todo dia ela aparece sem avisar
Me agarra diz que nunca vai largar
Tudo é sempre igual, tudo é sempre igual
E todo dia eu ensaio uma conclusão
Ela vem e me entope de paixão
Mas é tudo igual, tudo é sempre igual
Não posso mais, não dá mais pra levar
Eu saio por aí pensando em não voltar
Mas volto atrás com medo de recomeçar
Mas é tudo igual, tudo é sempre igual, ela é sempre
igual
E todo dia ela me pede pra escolher
Entre ela e o jogo na tv
Tudo é sempre igual, tudo é sempre igual
E quando finalmente enxerga minha apreensão
Me beija com urgência e aflição
Mas é tudo igual, tudo é sempre igual
Ouçam Moptop! E Cansei de Ser Sexy nas horas vagas (como eu)!
Atualizado em 04 de junho: Esqueçam o Cansei de Ser Sexy. Esperem uma nova pseudo-sensação hype mais interessante.
Flávia Fuini disse,
Maio 21, 2007 às 9:58 pm
Simplesmente amooooo essa música da Ana Carolina!!! Solto altos suspiros quando ela toca na novela das oito! kkkkkkkkkkk…péssimo, mas é verdade!
PASSEI POR AQUI VIU!!!! rsrs
beijinho
Ana Bürger disse,
Maio 22, 2007 às 2:03 pm
SIMMM!!! Dá-lhe Burger nesse blog!
uahuhauhauhauhau…
Sobre gostos musicais…Acho q a Ana Carolina às vezes se perde na sua “cultcidade”. Gosto de algumas coisas dela, mas não a acho tanta coisa assim…
O Léo me emprestou o novo cd do Maroon 5 e da Macy Gray…o dos bonitinhos ainda não tive tempo de ouvi-lo por inteiro. Mas o da Macy Gray vale a pena…
E se teve alguma coisa que a faculdade aprimorou em mim, foi a certeza da falsa intelectualidade das pessoas…
Agora…que foi esse PICA? Me fala?
Adorei, mas tb fiquei meio perdida…hahaha…
Saudades!
Bjaooo
Léo disse,
Maio 24, 2007 às 8:28 pm
Não, cara… Cansei de Ser Sexy não!!!!!!!!