E você pode se refugiar no meu guarda-chuva

Agosto 16, 2007 at 9:22 pm (Música)

Ter um texto publicado na Folha de S. Paulo não é pra qualquer um. Agora eu posso dizer que tenho um! :D

Mandei um e-mail ao Álvaro Pereira Junior e ele me citou na coluna dele nessa semana. Ok, foi a pior frase do meu e-mail, foi publicado na Folhateen (o que mostra que ainda estou tendo dificuldades para abandonar minha adolescência), o Álvaro usou uma ironia e sarcasmos imensos (que eu adorei!) e me fez parecer o cara mais fútil da face da Terra (não que eu não seja, mas também não precisa esculhambar! rs). Fazer o que? Eu gosto de Umbrella! E tenho certeza que a Rachel também deve gostar, isso me consola e reconforta uhauahua

Fica o texto dele. Se um dia tiver coragem, publico meu e-mail. Acabei de relê-lo e não sei como pude escrever tanto sobre uma música…

Escuta aqui – 13 de agosto de 2007

Álvaro Pereira Júniorcby2k@uol.com.br

Energia química e os leitores

EM QUÍMICA, existe uma coisa chamada energia de ativação. Funciona assim: às vezes você junta as substâncias A e B e não acontece nada. Mas se você fornece um pouco de energia -uma faísca, uma descarga elétrica-, A e B reagem. Essa é a tal energia de ativação.
Estava faltando alguma coisa assim entre “Escuta Aqui” e os leitores. Os e-mails andavam chochos, mas foi só provocar…

Há duas semanas, pedi que me explicassem por que o atual hit do verão americano, “Umbrella”, é uma boa canção. Chegaram e-mails sem a menor graça e, na semana passada, reclamei. Dada a “energia de ativação”, choveram mensagens.

Patrícia Yoshida dispensou as meias-palavras: “Umbrella” faz sucesso porque a cantora, Rihanna, “nasceu com a bunda virada para a Lua”. Patrícia diz que a frase é de uma amiga… Renata Malaquias disse que eu não deveria me irritar com a ruindade das respostas. “Esse tipo de hit é para os jovens que não estão muito preocupados em ler e saber desenvolver um texto.”

Willian Poliveri, 22, de Bauru (SP), escreveu um tratado a favor de “Umbrella”. “Fui para a balada, essa música tocou e todo mundo cantava e sorria.” Argumentando bem, Diego Fernandes defendeu que Rihanna, apesar de vir do “pop enlatado”, tem “mais personalidade” que cantoras similares. Palavras muito “profundas” vieram de Evandro de Toledo Lima: “Pelo amor de Deus, meu, essa tal de Rihanna é um lixo, é bem gostosa…” Melhor parar.

Muitos chiaram porque, também na semana passada, critiquei os nomes “cabeça” dos CDs dos White Stripes. Foi o caso de Marcelo Borelli, Glauco Pereira dos Santos, Herbert Bianchi e Anna Carolina Fournier. Esse e-mail da Anna Fournier (S. Caetano do Sul, SP) é um dos mais inteligentes que já recebi. Basicamente, ela defende que os nomes herméticos dos discos dos White Stripes na verdade despertam a curiosidade dos fãs. Não concordo, mas ela mandou bem.

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