PICA

Maio 18, 2007 at 7:08 pm (Piada Interna)

Alguém que lê esse blog (ultimamente, pelos comentários, só a Burger) já assistiu a algum episódio de Monk? É um seriado sobre um detetive meio retardado, com um monte de manias e hipocondríaco, que precisa vencer suas limitações para conseguir resolver um caso. Tirando a hipocondria, ele é mais ou menos eu. Meu último caso foi tentar a todo custo descobrir quem é o cara do desfile do Fernando Pires que, não sei por quê, não sai da minha cabeça desde aquele encontro fortuito no banheiro (podre, eu sei).Como um bom jornalista, tenho uma fonte infalível para identificar pessoas em Bauru: o Rodrigo. Ele conhece todo mundo e melhor: a sexualidade de todo mundo. E foi assim que eu acabei chegando ao Alexandre. Aí vai um pequeno dossiê:

Nome: Alexandre (não vou dizer o sobrenome)
Filiação: pessoas públicas da cidade
Profissão: Publicitário
MSN: não divulgo por nada
Telefone: restrito para pessoas íntimas ou íntimos em potencial

É isso aí! Aguardem os próximos capítulos agora…

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PICA

Pitaqueiros, Intrometidos e Comentaristas Anônimos

design – Pára, Carteiro! S.A.


Questionamento de hoje: Olá, Will. Meu nome é Irfeu e acompanho periodicamente o seu blog (aliás, parabéns porque ele é muito bem escrito, muito criativo e consegue sempre me provocar gargalhadas e me fazer pensar sobre a dureza da minha vida). Na verdade, pela descrição dessa sua fase carequinha, você deve estar uma delícia. Fiquei muito feliz quando li o último post e percebi que parece que você encontrou um cara legal e que a coisa parece que agora vai rolar! Tomara que dê mesmo certo! Só que você não acha que as coisas estão caminhando um pouco rápido? Parace que você está ficando um pouco apaixonadinho, né?!

Um abraço. IrfResposta: Olá, Irf. Tudo bem com você? Bom, primeiro obrigado pela visita e sim, eu sou mesmo tudo isso que você disse, principalmente bonito. Hoje quando me olhei no espelho a primeira coisa que pensei foi: “Hoje eu me catava muito fácil!”. Sobre seu pitaco, não sei se estou apaixonadinho pelo Ale. Acho que estou empolgado por ter encontrado em cara legal, que tem muitas características legais e que sabe o que quer da vida, só isso. Conversamos muito pouco, eu só quero conhecer ele um pouco.

Mas não acho que as coisas estão indo rápidas entre nós não. Por mim, teriam acontecido muito mais rápido naquele banheiro apertadinho mesmo. Ah, esqueci de dizer, além de bonito sou um putinho também (duas coisas as quais nunca ninguém resistiu).

Um abraço e continue metendo o nariz onde você não foi chamado. Até a próxima!

Equipe Pára, Carteiro!
Mais que um blog, um estilo de vida (e de resposta aos intrometidos)

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Onipresença

Maio 2, 2007 at 3:51 pm (Dates, Piada Interna, Vida profissional)

Se tem uma coisa eu sempre deixou espantado é um espiritozinho conhecido como Zeitgeist. Pra quem não conhece o safado, ele é o espírito criativo e onipresente de uma determinada época. Segundo meu amado Anatol Rosenfeld, ele é o responsável por pessoas em lugares distintos e sem nunca terem se falado (ou terem perdido o contato) pensarem o mesmo sobre um certo assunto. De maneira bem porca e desenhando pra quem ainda não conseguiu entender, é o Zeitgeist que faz o mundo todo odiar o Bush. [Pois é, estou Tolerância Zero hoje].Pois bem. Depois de uma mais uma crise de relacionamento na véspera de feriado, resolvi tomar uma atitude. [Um parênteses: por que crises em relacionamento só ocorrem em começos de final de semana e/ou vésperas de feriado? Já percebeu que a gente sempre fica doente em finais de semana? Já percebeu que sempre te ataca aquela dor de barriga do inferno no meio da madrugada, quando não tem ninguém pra chamar ou nenhuma farmácia aberta pra te socorrer? Que a sua alergia só ataca quando vc não tem o remédio por perto? Pois então, assim só posso concluir que as crises em relacionamento são a nova doença do século XXI...]. Voltando, tomei a atitude de baixar um pouco mais a guarda e abrir mais o meu leque de opções na hora de começar um relacionamento. E, de acordo com o post de hoje da Rachel no blog dela, acho que ela também chegou a essa mesma conclusão nos últimos dias…

Parabéns, Zeitgeist, mais uma vez você me surpreendeu. Mas vamos combinar: da próxima vez que você resolver agir, faça o Chris Evans (o Tocha do Quarteto Fantástico) concluir que é gay e que só poderá ser feliz ao meu lado. Desde já meu muito obrigado!

PENSAMENTO DO DIA

“Mas, talvez, fosse melhor aceitar que as coisas acabam. Talvez fosse mais digno (embora nem sempre consigamos ser dignos nessas situações) se os relacionamentos terminassem de forma mais trágica
(como merecem). “Não quero te ver nunca mais”, “some da minha vida”, “acabou para sempre”, “te odeio até a eternidade”. Mais vale a passionalidade digna de quem se joga no chão e reclama sem carinho e sem coberta no tapete atrás da porta. Mesmo que recomece tudo na semana seguinte.”

[Coluna "02 Neurônio", do caderno Folhateen da Folha de S. Paulo de 30 de abril]SARCASMO DO DIA (DE HOJE OU DE ONTEM, NÃO ME LEMBRO DE QUAL EDIÇÃO EU PEGUEI ESSA)

GÊMEAS IDÊNTICAS “Paraíso Tropical” conseguiu reproduzir duas gêmeas em que tanto a boa quanto a má são igualmente chatas. Normalmente, só a boa é insuportável.

[Coluna "Outro Canal", de Daniel Castro, no caderno Ilustrada da Folha de S. Paulo]

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Sorte e Azar (não necessariamente nesta ordem)

Abril 17, 2007 at 3:56 pm (Balada, Flerte, Piada Interna, Vida profissional)

Existe uma regrinha muito conhecida por quem já passou por Bauru que divaga que se uma coisa tem a possibilidade de não dar certo, com certeza ela vai dar errado quando você menos esperar e quando tiver pouquíssimo tempo para correr atrás do prejuízo. O que pouca gente sabe é que essa lei traiçoeira costuma se adaptar às neuroses de cada um de nós. Ela engloba os seus piores medos e temores e atua do modo mais assustador possível, produzindo os piores pesadelos que você poderia ter. É assim com a Lei de MurphWill. Sua contribuição à lei tradicional é que ela sempre vai envolver muitas pessoas que dependem de você ou da coisa que você está realizando. Quer uma prova?Não sei se todo mundo já ouvir falar de Intranet. Ela é como uma internet restrita aos usuários de um determinado espaço, como uma empresa, por exemplo. Pois bem. Eu sou um dos responsáveis pela página da Intranet aqui da área de Recursos Humanos dos Correios e com isso eu tenho acesso total à página, podendo publicar informações, despublicá-las, proibir pessoas de acessá-la etc. Todo mundo do interior de São Paulo acessa a página pra pegar modelos de formulários, enviar informações de trabalho, tirar dúvidas sobre procedimentos, enfim, pra tudo relacionado a RH. Essa é o visual da Intranet do Recursos Humanos:



Na sexta-feira eu tirei o dia só pra fazer uma nova subpágina subordinada a home principal com todas as informações da Premiação Destaques do Ano, que a gente realizou no último dia 31 de março com direito a Carmem Miranda, Rick & Renner e cia. Passei o dia inteiro maquinando sobre como seria o layout, quais informações entrariam ou não, um trabalho jornalístico. Depois do almoço, comecei a trabalhar de verdade nela. Uma hora depois, parei pra avaliar o que já tinha feito, odiei e resolvi apagar tudo e recomeçar do zero. Só que por uma das pegadinhas sem graça do MurphWill eu acabei clicando no lugar errado e a página da Intranet de RH ficou assim:



E nunca mais ela foi vista novamente…

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Sábado foi noite de debute: pegamos nossa primeira balada em Jaú. Carro lotado, muito uísque com coca light na cabeça (dos outros, já que praticamente não tomo destilado), meia hora de estrada. Balada muito boa, pelo menos pra mim. Casei duas vezes na balada, um fato inédito! E ainda dizem que o casamento é instituição falida… Tsc tsc tsc

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Quatro da manhã. Música alta. Sexyback. Hora de andar pela pista. Três passos. Troca de olhares de quase cinco minutos e que dura minha caminhada pela pista inteira. Um aceno de “Vem cá”. Um aceno de “Vem cá você”. Ninguém sai do lugar. Eu abro um puta dum sorriso. Passos na minha direção.

- Oi.
- Oi.
- Tudo bom?
- Tudo e você?
- Muito bom, ainda mais agora.
- Qual seu nome?
- Rodrigo.
- Prazer, Will.
(Um sorriso)
- To te olhando há muito tempo, você nem tinha notado.
- Sério? E por que não veio falar comigo?
- Porque você tava cercado de amigos.
- E o que te chamou a atenção?
- Pra começar, esse logo da Skol na sua camiseta. To morrendo de sede e só tem Itaipava nessa balada.
(Outro sorriso)
- Você ta sozinho?
- Estava, até atravessar a pista atrás de você.
- Ah, é? E por que atravessou?
- Pra matar a sede de alguém.

Olhar. Contato físico. Contato íntimo. O melhor beijo da noite. Falta de ar. Até as seis da manhã.

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I don’t wanna rock, DJ
But you’re making me feel so nice
When’s it gonna stop, DJ?
Cause you’re keepin’ me up all night

(Rock DJ – Robbie Williams)

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Agulhadas que não vêm do ladrão de vasos

Fevereiro 14, 2007 at 5:40 pm (Piada Interna)

Tem gente por aí que morre de pavor de agulha, que só falta ter um troço quando tem que tomar alguma injeção. Confesso que nunca fui um amante dessas coisinhas, que na época de criança precisava de três pessoas me segurando pra tomar qualquer vacina, de tanto medo daquela famosa “picadinha de formiga” que eu ia sentir. E, convenhamos, quem se sente bem sabendo que tem um troço estranho entrando na sua pele?

Passado o trauma de infância, eis que conheço uma nova maneira de usar as agulhas: a acupuntura. Meu médico receitou umas sessõezinhas depois do meu check-up anual por causa da minha ansiedade. Entrei em leve pânico, mas dessa vez queria mesmo tentar. Pra quem não conhece muito bem, a acupuntura é uma técnica de origem chinesa que trata nossas doenças através do contato de agulhas ou outros instrumentos em contato com a superfície da nossa pele. Para ela, todas as doenças são manifestações de desequilíbrio e o estímulo a pontos-chave do nosso corpo podem trazer de volta essa harmonia perdida.

Eu estava totalmente desregulado,

mas a acupuntura me ajudou

a reencontrar minha paz interior.

Sabendo disso, lá fui eu. Marquei a primeira sessão e encarei. Chegando lá, meu acupunturista me pediu para deitar em uma espécie de cadeira de massagem. Em seguida, ele começou a colocar as agulhas no meu corpo. Não é a sensação mais legal do mundo no começo, mas depois rola legal. Com uma leve batida na agulha, que é bem fininha, o metal entra na superfície da pele e fica lá, quietinha, sem dores, sem sangramento. Na primeira sessão, foram 16 agulhas: três em cada perna, três em cada braço, duas no pescoço, uma no espaço entre as sobrancelhas e uma no meio da cabeça, no couro cabeludo. Pode parecer mentira, e não diria algo assim porque sou muito cético, mas não é que realmente te alivia muito essas agulhas? Fiquei deitado com elas por meia hora e a sensação de alívio foi muito grande, uma leveza muito boa tomou conta de mim. Mais dez minutinhos lá dentro e teria dormido muito fácil!Vamos ver como continua essa saga sado-maso. Por enquanto to adorando. Quem quiser provar, procure um médico de confiança. E diga não para charlatões que só queiram te agulhar a toa como faz o Ronaldo Ésper no programa da Gimenez.

Bem que eu desconfiei desse tratamento
super barato que eu achei nos classificados…

Acupuntura não é seriado, não é música, nem mesmo filme, mas é HYPE!

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