Uns

Maio 12, 2007 at 9:53 pm (Balada, Dates, Sexo)

Um estudo


Alfred Kinsey foi o maior sexólogo norte-americano, isso em plena década de 1940, quando falar sobre sexo era um grande tabu. A partir de entrevistas por todo o território americano, Kinsey e sua equipe construíram o maior estudo até hoje sobre a sexualidade humana: o Relatório Kinsey. Polêmico, alguns dados revelam sobre a parcela secreta da vida sexual do população:

* 10% da população humana possui orientação homossexual;

* 37% dos homens e 13% das mulheres já tiveram uma relação homossexual que lhes proporcionou um orgasmo;

* 92% dos homens e 62% das mulheres se masturbam freqüentemente.

Ainda segundo o sexólogo, não há entre o humanos apenas dois tipos de orientação sexual (hetero e homo), mas níveis diferentes de relacionamento com a sexulidade. Assim, Kinsey esboçou uma classificação de 1 a 7, onde 1 equivale ao ser exclusivamente heterossexual, enquanto 7 revela um comportamente totalmente homossexual. Todos nós variamos dentro desta classificação, sendo que a maioria das pessoas se situa no nível 4: bissexuais.

Eu ainda estou me localizando com certeza nessa classificação. E você, se garante?

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Um ídolo – Parte I


Um dos mais populares do mundo na sua profissão, Ignácio assumiu sua vocação em 1998, apadrinhado pelo então número um do seu ramo. De origem espanhola, esse rapaz de 34 anos logo ficou conhecido como “O príncipe” pelo talento nato que possúia e pela naturalidade com que conduzia seu trabalho. Lógico que sua bela aparência, o sorriso sedutor e uma sexualidade latente, que inunda o ambiente assim que ele adentra no recinto, colaboraram e muito para a fantástica marca de mais de 3000 trabalhos concluídos em apenas sete anos de profissão. Com tanto trabalho, acumulou uma pequena fortuna pessoal e teve ao seu lado as mais belas mulheres do mundo, além de ter se tornado um símbolo para muitos homens mundo afora.


Filho de proprietários de uma importante empresa têxtil, teve uma infância complicada a partir do momento em que sua família perdeu tudo com a crise do petróleo, na década de 1970. A partir daí, acabou desenvolvendo uma adolescência problemática, marcada pelo uso de drogas. Só conseguiu largar o vício após se alistar no exército espanhol, o qual acabou abandonando para assumir sua vocação.


Seu talento era tão grande e sua ambição tão poderosa que, aos poucos, não se contentou mais em trabalhar sob o mando de ninguém e decidiu entrar no mercado dominando todo o processo de produção e cuidando carinhosamente de todas as etapas. Foi assim que em 2004 acabou reconhecido mundialmente pela mídia especializada como o homem mais influente do mundo no universo adulto.


No entanto, apesar das conquistas e do reconhecimento, meu novo ídolo é um grande sentimental. Tanto é que anunciou em 2005 que estava largando tudo, carreira, dinheiro, canudo, para viver um grande amor ao lado da modelo colombiana Franceska Jaime, sua grande paixão. Para continuar a vida, assinou um contrato com a Sony Columbia Pictures para rodar um longa-metragem em Hollywood e ganhou um programa na televisão espanhola. Infelizmente, esse workaholic agüentou pouco tempo esse nova rotina e prefiriu abandonar a esposa a se privar de um dos seus maiores prazeres: sua carreira. Assim, reassumiu seu posto com força total disposto a retomar o trono que havia deixado para trás, usando como estopim para a retomada o lançamento de sua biografia, onde revelava vários de seus segredos.

Senhoras e senhores, palmas para ele. O ator! O diretor! O roteirista! O câmera! O príncipe! O cara! O delicioso! Nacho Vidal, top dos tops da indústria pornô da atualidade.


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Um aquecimento – Parte I

Hands, hands
Clap your hands

Say clap your hands!
La la la
Clap your hands!
(Ramada – Clap Your Hands!)


Black And Glasses 2007. Aguarde.

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Uma promessa para o futuro


“Will, eu não me aproximei com outros intenções ainda de você porque penso que a gente pode dar muito certo a longo prazo e somente ficar com você antes do meu intercâmbio e de você se mudar definitivamente poderia atrapalhar. Mas penso mesmo muito em você.”

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Workaholic

Maio 4, 2007 at 8:50 pm (Vida profissional)

Meu, tá a maior correria por aqui. Estou de corpo e alma mergulhado no trabalho, que cada vez mais me dá prazer. Também, agora não tenho mais a faculdade para roubar uma parcela da minha atenção, então o mais sensato é me dedicar um pouquinho àquilo que põe dindin (ainda que pouco) nos meu bolso todos os meses.Uma das minhas reclamações ano passado era que precisava colocar um pouco mais de arte na minha vida, e acho que está dando certo. Assumi para mim o videoclube da Empresa e começamos um ciclo quinzenal de exibições de filmes com uma boa história, criativos e que se afastem um pouco dos blockbusters que a gente normalmente conhece. Comecei com “Pequena Miss Sunshine” e vou exibir na semana que vem “Adeus, Lênin!”. Tomara que dê certo, porque estou adorando cuidar das exibições, da divulgação e da criação gráfica de cada um dos cartazes de divulgação.

Sou o novo produtor do grupo de teatro aqui na Empresa também. Vou tentar fazer aqui um pouquinho do que o CPPT me ensinou sobre produção teatral e sou responsável por toda a parte por trás das cortinas, dos figurinos e cenários à sonoplastia.

Pra completar, acho que vou conseguir ressucitar um velho projeto do primeiro ano da facul. Hoje, conversando com o meu chefe no cantinho do café, falei que tinha um projeto de exibição de filmes em escolas públicas para alunos pré-vestibulandos como complementação às aulas de História, aliando arte a processo de aprendizado com debates após as exibições. Ele, um amante das artes como eu, ficou apaixonado pela idéia e me pediu para trazer o projeto para ele dar uma olhada. Se tudo der certo mesmo, este projeto fará parte das ações de Resposabilidade Social e Cidadania da Empresa. Bom pra ela, bom pra mim.

Engraçado como a gente se vê realizado quando menos espera, mais rápido do que esperamos. Tudo bem, não estou ganhando nem perto do piso salarial de Jornalista, mas estou aprendendo coisas e realizando intenções que os quatro anos da faculdade não me permitiram. Pelo menos essa resolução de Ano Novo eu ainda não quebrei: entre ter dinheiro e ser feliz, eu quero mais é ser feliz! ;)


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O que a gente faz quando toma um pé na bunda? Chora? Dá barraco? Se afoga em brigadeiro? Em sorvete? Em uma piscina de agulhas? Não! Faça como eu.Ao invés de cortar os pulsos, corte o cabelo! Quero informar que estou careca no momento. Um mix de Justin Timberlake e Tocha Humana, do Quarteto Fantástico. Muito mais sexy, muito mais provocante, muito mais irresistível e muito mais disposto a virar a cabeça de quem quiser ser o meu objeto de consumo do momento. hehehehe :D

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Onipresença

Maio 2, 2007 at 3:51 pm (Dates, Piada Interna, Vida profissional)

Se tem uma coisa eu sempre deixou espantado é um espiritozinho conhecido como Zeitgeist. Pra quem não conhece o safado, ele é o espírito criativo e onipresente de uma determinada época. Segundo meu amado Anatol Rosenfeld, ele é o responsável por pessoas em lugares distintos e sem nunca terem se falado (ou terem perdido o contato) pensarem o mesmo sobre um certo assunto. De maneira bem porca e desenhando pra quem ainda não conseguiu entender, é o Zeitgeist que faz o mundo todo odiar o Bush. [Pois é, estou Tolerância Zero hoje].Pois bem. Depois de uma mais uma crise de relacionamento na véspera de feriado, resolvi tomar uma atitude. [Um parênteses: por que crises em relacionamento só ocorrem em começos de final de semana e/ou vésperas de feriado? Já percebeu que a gente sempre fica doente em finais de semana? Já percebeu que sempre te ataca aquela dor de barriga do inferno no meio da madrugada, quando não tem ninguém pra chamar ou nenhuma farmácia aberta pra te socorrer? Que a sua alergia só ataca quando vc não tem o remédio por perto? Pois então, assim só posso concluir que as crises em relacionamento são a nova doença do século XXI...]. Voltando, tomei a atitude de baixar um pouco mais a guarda e abrir mais o meu leque de opções na hora de começar um relacionamento. E, de acordo com o post de hoje da Rachel no blog dela, acho que ela também chegou a essa mesma conclusão nos últimos dias…

Parabéns, Zeitgeist, mais uma vez você me surpreendeu. Mas vamos combinar: da próxima vez que você resolver agir, faça o Chris Evans (o Tocha do Quarteto Fantástico) concluir que é gay e que só poderá ser feliz ao meu lado. Desde já meu muito obrigado!

PENSAMENTO DO DIA

“Mas, talvez, fosse melhor aceitar que as coisas acabam. Talvez fosse mais digno (embora nem sempre consigamos ser dignos nessas situações) se os relacionamentos terminassem de forma mais trágica
(como merecem). “Não quero te ver nunca mais”, “some da minha vida”, “acabou para sempre”, “te odeio até a eternidade”. Mais vale a passionalidade digna de quem se joga no chão e reclama sem carinho e sem coberta no tapete atrás da porta. Mesmo que recomece tudo na semana seguinte.”

[Coluna "02 Neurônio", do caderno Folhateen da Folha de S. Paulo de 30 de abril]SARCASMO DO DIA (DE HOJE OU DE ONTEM, NÃO ME LEMBRO DE QUAL EDIÇÃO EU PEGUEI ESSA)

GÊMEAS IDÊNTICAS “Paraíso Tropical” conseguiu reproduzir duas gêmeas em que tanto a boa quanto a má são igualmente chatas. Normalmente, só a boa é insuportável.

[Coluna "Outro Canal", de Daniel Castro, no caderno Ilustrada da Folha de S. Paulo]

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Fragmentos de um discurso rancoroso

Abril 26, 2007 at 7:51 pm (Vida marvada)

Nesse domingo a Folha publicou uma das melhores, maiores e mais inquietantes entrevistas que eu já li. Não sei se pelo momento que estou vivendo, pensando bastante na minha vida no tempo livre que me sobra, ver uma pessoa no alto dos seus 100 anos de idade contar sobre a sua vida de forma tão crua e amarga me deixou impressionado e ainda mais pensativo. Dercy Gonçalves comemora seu centenário sem ter se tornado uma diva do teatro, sem se firmar no Olimpo na comédia nacional. Lógico que sempre estará presente no imaginário popular pela irreverência, pela autenticidade e, claro, pela metralhadora de palavrões que dispara quando abre a boca, mas colocando o pedestal à altura dos nossos olhos, surge a mulher ressentida por trás do mito. Quero ter a longevidade física dela, mas longe da amargura que essa entrevista delineou.

Com vocês, Dercy Gonçalves, o mito. E o bicho acuado que transparece em cada rachadura.

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FOLHA – Você gosta de espelhos [que revestem o teto e a parede do banheiro de seu apartamento]?

DERCY - Gosto, já coloquei em toda a casa, mas hoje não uso mais. Não quero mais nada, não tenho mais vontade de nada.FOLHA – O bingo é um hobby seu?

DERCY – Não. Eu não tenho hobby. Nada me domina, nada me apaixona. Não tenho vício nenhum. Nunca bebi álcool na minha vida.DERCY – [...] Eu nunca fui de sexo, nunca fui mulher sexuada, que ficasse apaixonada. Em primeiro lugar, eu não acredito em sexo. Pela natureza, nós somos feitos de uma matéria ordinária, muito vagabunda, que Ele ia jogar fora, mas decidiu aproveitar para fazer a humanidade. É disso que é feita a humanidade. Se a humanidade é feita disso, nós não somos nada.

FOLHA – Quem são seus amigos?

DERCY – Nenhum, não tenho. Não acredito em amigos. Eu tenho bons conhecidos, em amigos eu não acredito. Porque, se eu pedir dinheiro a algum e não pagar, ele corta relações comigo. Então não é amigo.DERCY – [...] Não existe casamento. É um erro tremendo obrigar um sujeito a se amarrar com o outro só para querer dinheiro. Você não pode amarrar ninguém, a vida tem que ser liberada. Casei porque fiquei com complexo de não ter marido para entrar com minha filha [na igreja] na noite do casamento. Casei por negócio.

FOLHA – Como encara nunca ter recebido um prêmio importante no teatro?

DERCY – Para que eu quero essa merda? Eu não quero, até hoje. Quero dinheiro. Não me dê prêmios, que odeio. Tenho mais de 20 placas, Dercy Gonçalves, o caralho… O que vale é você ter dinheiro para se manter [...].

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A la doriana

Abril 19, 2007 at 9:35 pm (Confissões)

There was a boy, a very strange enchanted boy. Desde sempre ele achou que tinha alguma coisa diferente com ele. Não era o corte de cabelo, não era mastigar de boca aberta. Ele sentia coisas estranhas por quem ele não deveria sentir nada. Tipo o Atchim, do Atchim & Espirro. Ele não sabia explicar o que acontecia, mas bastava ver aqueles pelinhos que escapavam da roupa de palhaço pra algo mexer com sua cabeça. Como ainda era muito novo pra entender tudo isso, ele deixou passar.Um dia ele cresceu, e como todo mundo que cresce, ele se apaixonou. Pela primeira vez sentia a vontade avassaladora de tocar aquele corpo, de sentir aquela respiração cada vez mais perto. Tudo que ele queria era atenção. Não a atenção de uma pessoa qualquer, a atenção do Rafael. Mesmo sabendo que que as coisas não funcionavam daquele jeito, ele fantasiava que poderia dar certo sim entre os dois, que era só ele contar tudo o que estava sentindo que a recíproca seria verdadeira. Ele lia milhares de livros, de revistas, via todos os programas sobre sexualidade e todo mundo dizia que era só uma fase. Como podia ser só uma fase? Ele sabia que iam ficar juntos, ter um apartamento em São Paulo e uma casa em Angra, onde passariam os finais de semana na presença dos milhares de amigos do Rafa.

O sentimento cresceu e ele resolveu assumir para si mesmo que amava o Rafa. A proximidade só ajudava esse sentimento louco, já que os dois eram grandes amigos e não saíam da casa um do outro. Até que um dia, ao invés de atenção, ele recebeu desprezo. Público! Não bastasse ter sido mal tratado, o tinha sido na frente de todos aqueles amigos que freqüentariam a casa de Angra. Como o Rafa podia fazer isso? Ele nem sabia ainda de todos os planos já havia pra os dois! Foi uma das vezes que ele mais lembra de ter chorado. Como ele chorou naquela noite!!! Não bastasse estar trancado no quarto, no escuro, chorando, ainda tinha a Roxette se esgoelando no meu rádio. It must have been love. Como ele se sentia humilhado! Então, num momento de orgulho ferido, como uma Scarlett O’Hara interiorana, ele jurou que nunca mais choraria por alguém outra vez. Nunca! E assim a adolescência toda passou, a Rose ficou sozinha congelando no meio do Ártico, minha vó e o papa morreram, as Torres Gêmeas viraram uma grande cratera e nenhuma lágrima apareceu.

Por algum motivo, esse bloqueio se desfez no último Ano Novo. Sem explicação, no último dia do ano ele percebeu como sua vida tinha mudado com o final da faculdade, como ele era um homem agora, como ficaria longe das pessoas maravilhosas que tanto o ajudaram a se entender, que o aceitavam mesmo exagerando um pouco no humor negro daquela última piada. E ele chorou! Como ele chorou! Parecia uma criança que acabou de derrubar o pirulito desejado numa poça d’água. Buscando ajuda, foi para a igreja, um lugar que não freqüentava há um bom tempo. A missa começou e ele mal conseguia cantar com o nó que ainda estava na garganta. Ele via o cara pendurado na cruz e tentava entender o que estava acontecendo. E aos poucos ele se controlou. Pelo menos até tocar “Marcas do que se foi”. E lá ia ele de novo…

Depois desse dia ele já perdeu as contas de quantas vezes ele chorou. Colação de grau, show do Robbie Williams no DVD, programa sobre maus tratos aos animais na Record, Troca de Família… A última foi ontem vendo A Corrente do Bem (mas ok, quem não chora com o menininho do Sexto Sentido?).

Diante de tudo isso, ele publicou hoje esse anúncio no jornal: CARA EM ESTADO TERMINAL DE DESIDRATAÇÃO PROCURA URGENTE CARA APAIXONANTE, CAFAJESTE, EGOÍSTA E QUE O HUMILHE EM PÚBLICO PARA AUXILIAR EM TRATAMENTO MÉDICO. PAGA-SE BEM. CHANCE ÚNICA! A PRÓXIMA PODE SER SOMENTE DAQUI A ANOS.

Se você se sensibilizou com essa notícia, passe-a para sua lista de amigos. Conheço esse rapaz. Não precisa ser uma humilhaçãozona, só um palavrão e um murro já estão de bom tamanho. Não que ele esteja reclamando de conseguir exteriorizar os seus sentimentos. Longe disso… Ele só não quer mais exteriorizar vendo o Fábio Assunção clamando pela Alessandra Negrini em “Paraíso Tropical”.

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Sorte e Azar (não necessariamente nesta ordem)

Abril 17, 2007 at 3:56 pm (Balada, Flerte, Piada Interna, Vida profissional)

Existe uma regrinha muito conhecida por quem já passou por Bauru que divaga que se uma coisa tem a possibilidade de não dar certo, com certeza ela vai dar errado quando você menos esperar e quando tiver pouquíssimo tempo para correr atrás do prejuízo. O que pouca gente sabe é que essa lei traiçoeira costuma se adaptar às neuroses de cada um de nós. Ela engloba os seus piores medos e temores e atua do modo mais assustador possível, produzindo os piores pesadelos que você poderia ter. É assim com a Lei de MurphWill. Sua contribuição à lei tradicional é que ela sempre vai envolver muitas pessoas que dependem de você ou da coisa que você está realizando. Quer uma prova?Não sei se todo mundo já ouvir falar de Intranet. Ela é como uma internet restrita aos usuários de um determinado espaço, como uma empresa, por exemplo. Pois bem. Eu sou um dos responsáveis pela página da Intranet aqui da área de Recursos Humanos dos Correios e com isso eu tenho acesso total à página, podendo publicar informações, despublicá-las, proibir pessoas de acessá-la etc. Todo mundo do interior de São Paulo acessa a página pra pegar modelos de formulários, enviar informações de trabalho, tirar dúvidas sobre procedimentos, enfim, pra tudo relacionado a RH. Essa é o visual da Intranet do Recursos Humanos:



Na sexta-feira eu tirei o dia só pra fazer uma nova subpágina subordinada a home principal com todas as informações da Premiação Destaques do Ano, que a gente realizou no último dia 31 de março com direito a Carmem Miranda, Rick & Renner e cia. Passei o dia inteiro maquinando sobre como seria o layout, quais informações entrariam ou não, um trabalho jornalístico. Depois do almoço, comecei a trabalhar de verdade nela. Uma hora depois, parei pra avaliar o que já tinha feito, odiei e resolvi apagar tudo e recomeçar do zero. Só que por uma das pegadinhas sem graça do MurphWill eu acabei clicando no lugar errado e a página da Intranet de RH ficou assim:



E nunca mais ela foi vista novamente…

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Sábado foi noite de debute: pegamos nossa primeira balada em Jaú. Carro lotado, muito uísque com coca light na cabeça (dos outros, já que praticamente não tomo destilado), meia hora de estrada. Balada muito boa, pelo menos pra mim. Casei duas vezes na balada, um fato inédito! E ainda dizem que o casamento é instituição falida… Tsc tsc tsc

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Quatro da manhã. Música alta. Sexyback. Hora de andar pela pista. Três passos. Troca de olhares de quase cinco minutos e que dura minha caminhada pela pista inteira. Um aceno de “Vem cá”. Um aceno de “Vem cá você”. Ninguém sai do lugar. Eu abro um puta dum sorriso. Passos na minha direção.

- Oi.
- Oi.
- Tudo bom?
- Tudo e você?
- Muito bom, ainda mais agora.
- Qual seu nome?
- Rodrigo.
- Prazer, Will.
(Um sorriso)
- To te olhando há muito tempo, você nem tinha notado.
- Sério? E por que não veio falar comigo?
- Porque você tava cercado de amigos.
- E o que te chamou a atenção?
- Pra começar, esse logo da Skol na sua camiseta. To morrendo de sede e só tem Itaipava nessa balada.
(Outro sorriso)
- Você ta sozinho?
- Estava, até atravessar a pista atrás de você.
- Ah, é? E por que atravessou?
- Pra matar a sede de alguém.

Olhar. Contato físico. Contato íntimo. O melhor beijo da noite. Falta de ar. Até as seis da manhã.

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I don’t wanna rock, DJ
But you’re making me feel so nice
When’s it gonna stop, DJ?
Cause you’re keepin’ me up all night

(Rock DJ – Robbie Williams)

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Era uma vez um filme bom…

Fevereiro 15, 2007 at 2:43 am (Cinema)

Era uma vez três pessoas diferentes e suas famílias. A primeira delas é a de um casal americano em crise que viaja para o Marrocos para espairecer e a esposa acaba tomando um tiro e ficando em estado complicado de saúde. A segunda é uma babá mexicana que cuida de duas crianças americanas em San Diego e precisa levá-las consigo para o México para não perder o casamento de seu único filho. A terceira é uma adolescente japonesa surda-muda em busca de alguém que lhe dê atenção e com quem ela possa perder a virgindade. O que essas três histórias têm em comum? Falando assim, absolutamente nada! Mas no filme Babel, do diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, um dos fortes concorrentes ao Oscar deste ano, os destinos dessas três famílias se entrelaçam e caminham juntos para a tragédia.

Nem a abertura da A Indomada nem a Regina Casé em Eu, Tu, Eles.
É o deserto de Babel mesmo…

Não vou entrar nos detalhes sobre como os fatos se sucedem na película mas, repetindo aqui o argumento que a revista VEJA lançou, as três histórias são tão ricas e interessantes que poderiam muito bem serem protagonistas de filmes distintos, até mesmo porque em alguns momentos os mecanismos para unir as três histórias soam absurdamente forçados e desnecessários. Do jeito como são trabalhados, ficamos sempre decepcionados, com expectativas constantemente construídas mas dificilmente supridas e muitas perguntas sem resposta. Exemplos (se ainda não viu o filme, não leia o resto deste parágrafo): o que aconteceu com as crianças americanas quando ficaram sozinhas no deserto? O que estava escrito no bilhete que a moça japonesa deu ao policial? O que aconteceu ao menino marroquinho e seu pai após serem presos pela polícia? Onde foi parar o sobrinho da babá mexicana e por que ele não voltou para buscá-la no deserto?Com temática muito semelhante à dos dois filmes anteriores de Iñárritu, Amores Brutos e 21 Gramas, Babel, no entanto, acaba decepcionando em função desses vários buracos sem resposta. Particularmente, considero Amores Brutos o melhor dos três. Aqui, as histórias dos três personagens conseguem ser desenvolvidas de uma maneira satisfatória, sem lacunas ou malabarismos no entrelaçamento dos destinos e com ritmo extasiante e uma não-linearidade intrigante, na medida certa (algo que 21 Gramas levou ao extremo e muitas vezes dificulta a localização da cena no passado, presente ou futuro quando da reconstrução do quebra-cabeça).

Onde será que ela vez esse nariz?

Apesar de ser um dos grandes favoritos, não acho que será o ganhador do Oscar (que, na minha opinião, deve ser entregue a Os Infiltrados). Mas Babel é um filme que merece ser visto pelas belas cenas e pelos diferentes sentimentos que desperta no espectador durante os mais de 120 minutos de projeção.P.S.: O acidente com o casal de americanos é causado por dois irmãos marroquinhos que, irresponsavelmente, treinam pontaria nas montanhas e acabam pegando o ônibus dos turista como alvo. Depois de tanta polêmica com o filme Turistas, que, especulavam, faria uma péssima propaganda do Brasil no exterior, Babel faz exatamente o mesmo, retratando o país africano como um lugar em que os moradores atiram nos veículos que passam calmamente pelas estradas. Ainda não ouvi ninguém criticar Babel por isso. Ah, esqueci, Babel é um filme sério, então pode…

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Agulhadas que não vêm do ladrão de vasos

Fevereiro 14, 2007 at 5:40 pm (Piada Interna)

Tem gente por aí que morre de pavor de agulha, que só falta ter um troço quando tem que tomar alguma injeção. Confesso que nunca fui um amante dessas coisinhas, que na época de criança precisava de três pessoas me segurando pra tomar qualquer vacina, de tanto medo daquela famosa “picadinha de formiga” que eu ia sentir. E, convenhamos, quem se sente bem sabendo que tem um troço estranho entrando na sua pele?

Passado o trauma de infância, eis que conheço uma nova maneira de usar as agulhas: a acupuntura. Meu médico receitou umas sessõezinhas depois do meu check-up anual por causa da minha ansiedade. Entrei em leve pânico, mas dessa vez queria mesmo tentar. Pra quem não conhece muito bem, a acupuntura é uma técnica de origem chinesa que trata nossas doenças através do contato de agulhas ou outros instrumentos em contato com a superfície da nossa pele. Para ela, todas as doenças são manifestações de desequilíbrio e o estímulo a pontos-chave do nosso corpo podem trazer de volta essa harmonia perdida.

Eu estava totalmente desregulado,

mas a acupuntura me ajudou

a reencontrar minha paz interior.

Sabendo disso, lá fui eu. Marquei a primeira sessão e encarei. Chegando lá, meu acupunturista me pediu para deitar em uma espécie de cadeira de massagem. Em seguida, ele começou a colocar as agulhas no meu corpo. Não é a sensação mais legal do mundo no começo, mas depois rola legal. Com uma leve batida na agulha, que é bem fininha, o metal entra na superfície da pele e fica lá, quietinha, sem dores, sem sangramento. Na primeira sessão, foram 16 agulhas: três em cada perna, três em cada braço, duas no pescoço, uma no espaço entre as sobrancelhas e uma no meio da cabeça, no couro cabeludo. Pode parecer mentira, e não diria algo assim porque sou muito cético, mas não é que realmente te alivia muito essas agulhas? Fiquei deitado com elas por meia hora e a sensação de alívio foi muito grande, uma leveza muito boa tomou conta de mim. Mais dez minutinhos lá dentro e teria dormido muito fácil!Vamos ver como continua essa saga sado-maso. Por enquanto to adorando. Quem quiser provar, procure um médico de confiança. E diga não para charlatões que só queiram te agulhar a toa como faz o Ronaldo Ésper no programa da Gimenez.

Bem que eu desconfiei desse tratamento
super barato que eu achei nos classificados…

Acupuntura não é seriado, não é música, nem mesmo filme, mas é HYPE!

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Mais Hype

Fevereiro 12, 2007 at 4:25 am (Blá)

Lembro que já disse a várias pessoas que o que mais gosto em conhecer gente nova é quando essas pessoas me apresentam coisas que eu não conheço e isso começa a fazer parte da minha vida. Foi assim com o Travis, o Cardigans, os seriados, o YouTube e uma porrada de outras coisas que hoje estão muito fortes na minha vida. Nessa mão dupla de apresentações, comecei eu mesmo a fuçar na net atrás de coisas legais que tivessem uma qualidade legal, uma originalidade marcante e que pudesse ser a minha contribuição nesse ciclo. Hoje me orgulho muito das coisas que sei, dos assuntos diferentes que tenho na memória e das bandas e produções que são tão próximas pra mim mas tão distantes de outras pessoas. Pelo menos nisso a faculdade realmente me ajudou: ela abriu e muito o meu leque cultural e trouxe ares de novidade para esse menino da porteira do cada vez mais longínquo Oeste Paulista.Como é muito chato conhecer só pra si e como um bom JORNALISTA recém-graduado, montei esse blog pra falar um pouco desses meus pequenos tesouros e prolongar o ciclo. Na verdade, reformulei meu extinto “Na Última Poltrona” (sobre cinema). Não é mais tão novo assim, porque, como dá pra ver no post de baixo, ele foi criado em outubro do ano passado, mas agora ele está oficialmente reativado.

Bem vindo ao Hype!

Hype – Palavra usada no Brasil pra traduzir tudo que é
simplesmente o máximo, esperto, na moda, cheio de estilo. Coisas, pessoas, shows, produções, atitudes, tudo pode ser hype. Será que você é?

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Concurso de Miss não é só banalidade

Outubro 26, 2006 at 11:13 pm (Cinema)

Pra cinema não há tempo ruim: quem gosta vai mesmo que seja sozinho. Aliás, os melhores filmes que vi foram só e sem pipoca, que tira me demais a atenção e me faz lembrar toda hora que aquela história não é real e que não passa de um espetáculo. Então, pra começar esse blog, o filme que eu vi ontem (sozinho e sem pipoca) e me surpreendeu bastante.Senhoras e senhores, em cartaz:

Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine) – 2006

Photobucket - Video and Image Hosting


O que esperar de um cult, com atores desconhecidos, uma história aparentemente bizarra sobre um concurso de beleza infantil e classificado como comédia? Não muito, pelo menos pra mim. Tenho que confessar que entrei na sala com medo de ter jogado minha meia-entrada no lixo, até mesmo porque não gosto de comédias (elas me provocam um sorrisinho amarelo). Mas saí do cinema feliz por ter acertado. Pequena Miss Sunshine é o tipo de filme conduzido pelos ótimos diálogos e pelo carisma e paradoxos de cada um dos personagens. Olive, a Miss Sunshine, e sua família absurda conseguem ser felizes fazendo piada sobre um dos assuntos mais doloridos para qualquer pessoa: o fracasso. O humor negro é tão grande que o único que sabidamente conhece seu fracasso naufraga em sua tentativa suicida e continua vivendo nesse mundo opressor, enquanto o maior fracassado da família (apesar de não ter plena consciência de sua mediocridade) realiza palestras motivacionais com dicas para alcançar o sucesso.
Um road-movie pelas auto-estradas americanas, a trupe cruza o país ora em situações cômicas, ora em momentos de questionamento. Por que nos importamos tanto com a imagem que têm de nós? E, principalmente, como evitar o fracasso, já que mesmo o palestrante que ensina os 9 passos para o sucesso acaba na rua da amargura? Quem procura alguma resposta pra essas questões, não vai achar, quando muito vai se contentar com a referência ao escritor francês Marcel Proust (1871-1922). Segundo o escritor, de nada adianta os anos felizes, uma vez que eles não são lembrados no futuro, enquanto os anos de tristezas e dificuldades são marcantes e mais ricos em ensinamentos. Ou seja: abdicar do sofrimento é abster-se de auto-conhecimento. Embora a tese não resolva muita coisa, ela alivia um pouco essa nossa vida fadada à tragédia.

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